segunda-feira, 11 de maio de 2009

Avenida dos Acidentes na Região Sul.

A Aveida Guilherme de Almeida com certeza é mais perigosa com mão dupla.
Somente este ano seis pessoas foram atropeladas na Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul) segundo dados do Corpo de Bombeiros. Comerciantes da avenida afirmam que, semanalmente, ocorrem acidentes. São colisões entre automóvel, motocicletas e bicicletas, quedas de moto e choques com os ônibus e caminhões que trafegam pelo local. Por esse motivo, um grupo de lideranças locais quer que a avenida, que é de mão dupla, volte a ter um único sentido. Nesta semana, um ofício deve ser encaminhado à Secretaria Municipal de Obras solicitando alteração no sentido.
A avenida, de cerca de quatro quilômetros de extensão, já teve um sentido apenas (zona sul/Avenida Dez de Dezembro) mas, no segundo semestre de 2008, voltou a ter duas mãos. O trecho mais crítico fica entre a Avenida Dez de Dezembro e o trevo que dá acesso ao Hospital da Zona Sul (HZS). “Foi só a avenida voltar a ter mão dupla que os acidentes voltaram a acontecer. Queremos que a avenida volte a ter mão única e que a sinalização seja melhorada”, afirmou Renato Vandré presidente da Associação de Moradores do Conjunto Nova Esperança.
Parte dos comerciantes da região teme que, caso a Avenida Guilherme de Almeida tenha um só sentido, o fluxo de clientes diminua. “Para gente é péssimo a avenida de mão única. Quando era, precisava dar uma volta de mais ou menos um quilômetro para fazer entregas no União da Vitória. Acho que os acidentes acontecem não só pela mão dupla, mas também pela sinalização”, disse Marcos César Martins, dono de uma vidraçaria na avenida.
A dona de casa Edilaine da Silva perdeu um amigo, que morreu atropelado por uma moto na avenida, um ano atrás. “É perigoso do jeito que está, mas fica ruim para os comerciantes se mudar. Acho que poderia ter rotatórias mais perto, assim facilita o retorno”, opinou.
Polícia
O comandante da Companhia de Trânsito (Ciatran) de Londrina, tenente Ricardo Eguedis, avalia que o principal problema da Avenida Guilherme de Almeida é o desrespeito às leis de trânsito, como ultrapassagens. “A sinalização existente é suficiente, mas os maus hábitos dos motoristas provocam acidentes e o grande fluxo de veículos agrava a situação. A avenida é um dos gargalos da região”, avaliou. A avenida está incluída no roteiro de blitze da Ciatran e, semanalmente, passa por fiscalização. A solução, porém, não depende da polícia.
Destino para ônibus e caminhões
O trânsito da Avenida Guilherme de Almeida é considerado um problema de saúde pública. “Quanto não se gasta com os afastamentos (do trabalho) que acontecem pelos acidentes?”, questiona Amauri Cardoso, membro do Conselho Municipal de Educação e diretor do Caic da Zona Sul. Na avaliação de Amauri Cardoso, a avenida tem potencial para ser mais parecida com a Avenida Saul Elkind [zona norte], via que concentra bancos, lojas e redes de serviços no coração da zona norte. “Temos potencial para isso, é uma questão de investir em estrutura”, disse. O comércio da Avenida Guilherme de Almeida é formado principalmente por depósitos de materiais de construção, lojas de materiais para acabamento, implementos agrícolas e ferros-velhos. Por isso, o tráfego de caminhões é intenso. Além disso, a via está no itinerário de ônibus que vão para bairros da zona sul como o União da Vitória. Existe uma passarela para pedestres, mas é muito pouco usada porque o local seria muito utilizado por usuários de drogas.
A comuidade espera que o problema antigo, seja resolvido o mais rápido possível.
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